Você está na rua do Paradís, na parte mais alta da Barcelona antiga. Pode não parecer, mas está pisando no topo do monte Táber, a pequena elevação onde os romanos ergueram o templo mais importante de Barcino.

1O topo da cidade

Olhe para o chão, junto à entrada do número 10: uma mó de moinho incrustada no calçamento marca o ponto mais alto do antigo monte Táber. As fontes costumam indicar uma altitude de cerca de 16,9 metros acima do nível do mar. Não é bem uma montanha, mas bastava para que o templo dominasse o fórum e fosse visto de longe.

2Um templo dedicado ao imperador

Dentro do pátio esperam por você quatro colunas coríntias de uns nove metros de altura, ainda com a arquitrave. Pertenciam a um templo construído provavelmente no século I, dedicado ao culto imperial de Augusto. Era hexastilo, com seis colunas na fachada, e se erguia sobre um pódio alto.

Na Idade Média, o templo foi engolido pelas casas, e as colunas acabaram virando parte de muros e pátios. Por volta de 1830, o arquiteto Antoni Cellers estudou os restos e desenhou uma planta. No início do século XX, o Centre Excursionista de Catalunya instalou sua sede neste prédio e o conjunto foi valorizado. Uma das colunas ficou exposta durante anos na Plaça del Rei antes de voltar a se juntar às outras três, em meados do século XX.

Durante séculos, os moradores conviveram com colunas romanas dentro de casa sem dar muita importância a isso.

Hoje o espaço é administrado pelo Museu d'Història de Barcelona.

3O que observar

  • A mó de moinho no chão, que marca o topo do monte Táber.
  • Os capitéis coríntios, decorados com folhas de acanto.
  • A arquitrave que ainda une as colunas.

Documentado

As quatro colunas coríntias pertencem ao templo de culto imperial de Barcino, provavelmente do século I; Antoni Cellers documentou os restos por volta de 1830, e hoje o MUHBA administra o local.

Fontes e créditos

Museu d'Història de Barcelona (MUHBA), «Temple d'August»; Barcelona Turisme, roteiro romano; Josep Puig i Cadafalch, «L’arquitectura romana a Catalunya» (1934).

Fotografias:

  • As quatro colunas coríntias do Templo de Augusto: 14485539@N00, CC BY-SA 2.0.

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