Você está na Plaza de la Villa, um canto tranquilo junto à Calle Mayor. Durante mais de três séculos, Madri foi governada daqui, e com um único olhar você percorre quatrocentos anos de arquitetura.

1Três edifícios, três épocas

A construção mais antiga é a Torre de los Lujanes, do século XV, um exemplo do estilo gótico-mudéjar que pertenceu a uma família da nobreza madrilenha. Diante dela ergue-se a Casa de la Villa, projetada por Juan Gómez de Mora em meados do século XVII e concluída no fim desse século, com suas torres arrematadas por coruchéus de ardósia tão característicos da Madri dos Áustrias. Completa o conjunto a Casa de Cisneros, erguida em 1537 em estilo plateresco por Benito Jiménez de Cisneros, sobrinho do cardeal que lhe dá o nome.

2A prefeitura da vila

A Casa de la Villa foi sede da Prefeitura até 2007, quando o gabinete do prefeito se mudou para o Palacio de Cibeles. Ainda assim, o edifício continuou a receber as sessões plenárias da câmara municipal durante anos. Da Calle Mayor dá para ver a galeria de colunas que Juan de Villanueva acrescentou em 1789.

Segundo a tradição, o rei Francisco I da França esteve preso na Torre de los Lujanes depois da batalha de Pavia, em 1525.

É uma história muito repetida, mas não é confirmada pela documentação; então, encare-a como o que ela é: uma tradição.

3O que observar

  • A estátua de dom Álvaro de Bazán, obra de Mariano Benlliure inaugurada em 1891.
  • A Torre de los Lujanes, de tijolo e com aspecto ainda medieval.
  • Os coruchéus da Casa de la Villa, marca registrada do barroco madrilenho.

Documentado

A Casa de la Villa foi projetada por Juan Gómez de Mora e a Casa de Cisneros data de 1537; ambas foram sede do governo municipal até a mudança do gabinete do prefeito para Cibeles, em 2007.

Tradição oral

A permanência do rei Francisco I da França como prisioneiro na Torre de los Lujanes é uma tradição sem confirmação documental.

Fontes e créditos

Ayuntamiento de Madrid e esMadrid (fichas da Casa de la Villa e da Casa de Cisneros); Pedro de Répide, “Las calles de Madrid”; Ramón de Mesonero Romanos, “El antiguo Madrid” (1861). Como pesquisamos.

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