Diante de você está o edifício mais carregado de simbolismo da Argentina. Repare nas proporções: ele parece cortado. E foi mesmo.
1A casa do governo municipal
O Cabildo era a câmara municipal colonial: aqui se reuniam os principais moradores, se fazia justiça e havia cadeia. O prédio atual começou em 23 de julho de 1725, com plantas dos arquitetos jesuítas Giovanni Battista Primoli e Andrea Bianchi, conhecido aqui como Andrés Blanqui. As obras foram lentas: a torre só ficou pronta em 1765.
2Maio de 1810
Em 22 de maio de 1810, reuniu-se aqui um cabildo aberto que discutiu se o vice-rei Baltasar Hidalgo de Cisneros devia continuar no poder, depois que chegou a notícia da queda da Junta Central na Espanha. Três dias depois, em 25 de maio, formou-se a Primeira Junta de governo. Foi o início do processo que levou à independência, declarada em 1816.
3Um edifício amputado
A cidade moderna não o tratou com delicadeza. Em 1889, três arcos do lado norte foram demolidos para abrir a Avenida de Mayo. Em 1931, caíram outros três do lado sul para traçar a Diagonal Sur, apesar dos protestos.
O que você vê é resultado da restauração de Mario Buschiazzo, inaugurada em 1940: cinco arcos e uma torre mais baixa que a colonial.
Hoje funciona aqui o Museu Histórico Nacional do Cabildo e da Revolução de Maio.
4O que observar
- Os cinco arcos de cada andar: imagine mais três de cada lado.
- A torre com o relógio, reconstruída em 1940.
- Os prédios vizinhos, que ocupam o espaço dos arcos demolidos.
Documentado
O edifício foi iniciado em 1725, abrigou o cabildo aberto de 22 de maio de 1810, perdeu arcos em 1889 e 1931 e foi restaurado por Mario Buschiazzo em 1940.
Fontes e créditos
Museo Histórico Nacional del Cabildo y de la Revolución de Mayo (Ministerio de Cultura de la Nación); Wikipedia em espanhol, «Cabildo de Buenos Aires»; Comisión Nacional de Monumentos, de Lugares y de Bienes Históricos.
Fotografias:
- O Cabildo de Buenos Aires, branco, com arcos e torre do relógio: Fernando, CC BY-SA 4.0.
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