Você chegou ao fim da Chandni Chowk. Shah Jahan traçou a avenida como um eixo de quase um quilômetro e meio entre dois polos: o Forte Vermelho a leste e esta mesquita a oeste. Pelo meio corria um canal, e o reflexo da lua na água, segundo uma explicação muito difundida, deu nome à rua: chandni significa «luar».
1A mesquita de uma rainha
Quem mandou construí-la, em 1650, foi Fatehpuri Begum, uma das esposas de Shah Jahan, natural de Fatehpur Sikri. É de arenito vermelho, com uma única cúpula e uma sala de oração de sete arcos. As mulheres da corte mogol financiaram várias obras da cidade. Jahanara, filha do imperador, promoveu, por exemplo, o grande caravançará e os jardins da Chandni Chowk.
2Leiloada por 19.000 rúpias
Depois da revolta de 1857, os britânicos confiscaram muitas mesquitas. Esta foi a leilão e acabou comprada pelo comerciante hindu Lala Chunnamal por 19.000 rúpias. Segundo as fontes, ele a conservou com respeito. Em 1877 o governo a recuperou em troca de quatro aldeias e a devolveu à comunidade muçulmana. Outra mesquita gêmea, a Akbarabadi, não teve a mesma sorte e foi demolida.
Uma mesquita nas mãos de um banqueiro hindu por vinte anos: a Délhi de 1857 é cheia de paradoxos.
3O que observar
- A fachada vermelha que fecha a perspectiva da Chandni Chowk.
- A cúpula, que desponta atrás da fachada.
- O mercado de Khari Baoli, à sua direita: o maior mercado de especiarias da Ásia cresceu à sombra da mesquita.
Documentado
Fatehpuri Begum a construiu em 1650; foi leiloada depois de 1857 e devolvida aos muçulmanos em 1877.
Tradição oral
Que o reflexo da lua no canal tenha dado nome à Chandni Chowk é uma explicação popular, não um dado documentado.
Fontes e créditos
Swapna Liddle, «Chandni Chowk: The Mughal City of Old Delhi» (2017); Delhi Tourism, ficha da Fatehpuri Masjid; Narayani Gupta, «Delhi Between Two Empires, 1803-1931» (1981).
Fotografias:
- Fachada vermelha da Mesquita Fatehpuri no fim da Chandni Chowk: Manjit Singh, CC BY-SA 4.0.
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