Você está numa das praças mais tranquilas de Lisboa. É difícil acreditar que aqui aconteceram dois dos momentos mais dramáticos da sua história.
1O convento do condestável
O convento foi fundado em 1389 por D. Nuno Álvares Pereira, o condestável que garantiu a independência de Portugal diante de Castela. Em 1423 ele largou as armas, vestiu o hábito carmelita neste convento e aqui morreu. A Igreja o canonizou em 2009 como São Nuno de Santa Maria.
2A manhã do terremoto
Em 1º de novembro de 1755, o terremoto e o incêndio que se seguiu derrubaram as abóbadas da igreja. Ela nunca foi totalmente reconstruída. No século XIX, com o gosto romântico pelas ruínas, decidiu-se deixar a nave aberta para o céu. Desde 1864 abriga o Museu Arqueológico do Carmo.
325 de abril de 1974
Repare no quartel da Guarda Nacional Republicana, em frente ao chafariz. Durante a Revolução dos Cravos, o chefe do governo, Marcelo Caetano, refugiou-se nele. As tropas do capitão Salgueiro Maia o cercaram enquanto uma multidão enchia a praça. Naquela tarde, Caetano se rendeu e terminou a ditadura mais longa da Europa ocidental.
Os cravos que os soldados levavam nos fuzis deram nome à revolução.
4O que observar
- Os arcos sem teto da igreja, que aparecem por cima da fachada.
- O quartel do Carmo, cenário da rendição de 1974.
- O Chafariz do Carmo, o chafariz do século XVIII no centro da praça.

Documentado
O convento foi fundado em 1389 por Nuno Álvares Pereira, ficou em ruínas em 1755 e, em 25 de abril de 1974, Marcelo Caetano se rendeu no quartel do Carmo.
Fontes e créditos
Museu Arqueológico do Carmo (Associação dos Arqueólogos Portugueses); Direção-Geral do Património Cultural, ficha da Igreja do Carmo; Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra.
Fotografias:
- Fachada gótica da igreja do Carmo e o Chafariz do Carmo, no Largo do Carmo: tryoguest [2], CC BY-SA 2.0.
- Arcos góticos sem teto dentro das ruínas do Convento do Carmo: Chris Adams, CC BY-SA 3.0.
Viu algum erro? Escreva para a gente e vamos revisar.
