Você termina o roteiro diante do palácio que simboliza a Marrakech do século XX. Dar el Bacha, «a casa do paxá», foi construído em 1910 como residência de Thami El Glaoui.

1O senhor do Atlas

El Glaoui pertencia a uma poderosa família de caides do Alto Atlas. Em 1912, o sultão Mulay Yusuf o nomeou paxá de Marrakech, cargo que exerceu durante o protetorado francês. Foi o homem mais influente do sul do país, aliado das autoridades francesas e, em 1953, um dos articuladores da deposição do sultão Mohammed V. Com a volta do sultão e a independência, El Glaoui perdeu o poder e morreu em 1956.

2Um palácio de encontros

O edifício combina a estrutura de um riad marroquino com influências europeias. Seu pátio central, com fontes e laranjeiras, é cercado de zellige, estuque esculpido e madeira de cedro pintada. Aqui o paxá recebia seus convidados em banquetes lendários.

A Fundação Nacional de Museus o restaurou e, em 9 de julho de 2017, o rei Mohammed VI o inaugurou como Museu das Confluências, dedicado ao diálogo entre culturas. Num de seus salões funciona um café que ficou famoso. O terremoto de setembro de 2023 obrigou a fechá-lo para reparos: confira se está aberto antes da sua visita.

Do poder absoluto de um paxá a um museu sobre o encontro entre culturas.

3O que observar

  • O portal na rua Dar el Bacha.
  • Os muros altos e cegos, típicos dos palácios da medina.
  • O pátio de laranjeiras, se você puder entrar.

Documentado

Dar el Bacha foi construído em 1910 para Thami El Glaoui, paxá de Marrakech a partir de 1912, e inaugurado como museu em 9 de julho de 2017.

Fontes e créditos

Fondation nationale des musées du Maroc, «Musée des Confluences – Dar el Bacha» (fnm.ma); Gavin Maxwell, «Lords of the Atlas» (1966); Gaston Deverdun, «Marrakech des origines à 1912» (1959).

Fotografias:

  • Pátio de Dar el Bacha com colunas de cerâmica e estuque esculpido: YassirZek, CC BY-SA 4.0.

Viu algum erro? Escreva para a gente e vamos revisar.