Diante de você está o marco zero de Medellín. Daqui parte a numeração das ruas, e aqui as pessoas marcam encontro há gerações: «a gente se vê no Berrío».

1De praça principal a parque

Era a praça principal da vila, o adro da igreja de La Candelaria. Teve mercado, procissões e cerimônias públicas, e ao redor viviam as famílias mais poderosas. Em 1895 foi erguida no centro a estátua de Pedro Justo Berrío, o governador conservador que modernizou Antioquia entre 1864 e 1873, obra do escultor italiano Giovanni Anderlini. Desde então se chama Parque Berrío.

Depois dos incêndios de 1917, 1921 e 1922, os casarões deram lugar a bancos e escritórios. No fim dos anos 1980 a praça foi refeita para receber a estação do metrô, que começou a funcionar em 1995.

2La Gorda e O Desafio

No canto sudoeste fica a escultura de Botero que o povo chama carinhosamente de «La Gorda», «a gordinha». Foi a primeira obra monumental que o artista deu a Medellín. Em outro canto ergue-se O Desafio, do escultor antioquenho Rodrigo Arenas Betancourt.

Aqui ainda se fecham negócios nos bancos, se engraxam sapatos e se toma tinto em copinho de plástico, como há um século.

É um lugar muito cheio: mantenha o celular guardado e evite trocar dinheiro na rua.

3O que observar

  • A estátua de Berrío, sobre seu pedestal de mármore.
  • «La Gorda», polida pelas mãos de quem a toca.
  • O metrô elevado, que cruza o centro desde 1995.

Documentado

A estátua de Pedro Justo Berrío, de Giovanni Anderlini, foi inaugurada em 1895, e a estação de metrô funciona desde 1995.

Fontes e créditos

José María Bravo Betancur, «De Plaza Mayor a Parque Berrío», Fondo Editorial Universidad EAFIT (2007); Metro de Medellín; El Colombiano, «Esculturas que hacen de Medellín un museo a cielo abierto».

Fotografias:

  • Parque Berrío com a torre de La Candelaria e o edifício Coltejer ao fundo: SajoR, Dominio público.

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