Diante de você estão dois dos edifícios modernistas mais fotografados de Palma, lado a lado. São a lembrança de uma época, no início do século XX, em que a cidade se olhou no espelho de Barcelona.
1Can Forteza Rey
A casa mais estreita e colorida foi erguida por volta de 1907-1909 para a família Forteza-Rey, ligada à ourivesaria. A tradição atribui o projeto a Lluís Forteza-Rey, joalheiro próximo do modernismo, embora estudos recentes apontem o pai dele como promotor. A obra coincidiu com os anos em que Gaudí trabalhava na catedral, e a influência salta aos olhos: mosaicos de cerâmica quebrada, o famoso trencadís, formas ondulantes, flores, animais e, no primeiro andar, um rosto fazendo careta ladeado por dois dragões.
2L'Àguila e s'Arquitecte
O prédio vizinho, os antigos armazéns L'Àguila, é de 1909 e leva a assinatura de Gaspar Bennàssar com Jaume Alenyà. Bennàssar, a quem chamavam de «s'Arquitecte», foi arquiteto municipal desde 1901 e dirigiu a demolição das muralhas a partir de 1902: é considerado o autor da Palma moderna.
Numa noite de junho de 1910, com duzentos operários, transformou uma esplanada diante da Llotja num passeio com postes de luz e bancos. Os moradores o encontraram pronto ao amanhecer: era o Passeig Sagrera.
Ele também traçou o primeiro projeto do Mercat de l'Olivar, inaugurado em 1951.
3O que observar
- O rosto com dragões, no primeiro andar de Can Forteza Rey.
- O trencadís colorido da fachada.
- Os janelões de ferro e vidro de L'Àguila.
Documentado
Can Forteza Rey foi construída por volta de 1907-1909 para a família Forteza-Rey; L'Àguila é de 1909, obra de Gaspar Bennàssar e Jaume Alenyà.
Fontes e créditos
María José Galván Mostazo, artigo sobre Can Forteza Rey em Espacio, Tiempo y Forma (UNED); Gran Enciclopèdia de Mallorca, verbete «Bennàssar i Moner, Gaspar»; Ajuntament de Palma, catálogo de patrimônio.
Fotografias:
- Fachada modernista de Can Forteza Rey com trencadís, mirantes e sacadas de ferro: MiguelAlanCS, CC BY-SA 4.0.
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