Esta ponte é um pequeno museu da memória coletiva. Comece pelo soldado de pedra que você verá junto a um dos pilares, quase tocando a água. É um zuavo, um soldado de infantaria dos que lutaram na Guerra da Crimeia, e a ponte leva o nome de uma batalha dessa guerra, a do rio Alma, em 1854.
1O medidor dos parisienses
A primeira ponte foi inaugurada em 1856, com quatro estátuas de soldados. Quando foi reconstruída, entre 1970 e 1974, só o zuavo, obra de Georges Diebolt, ficou aqui. Há gerações os parisienses o usam como termômetro das cheias: se a água chega aos pés dele, o rio está alto. Na grande enchente de janeiro de 1910, a água chegou aos seus ombros.
2Uma chama com duas histórias
Na margem direita fica a Chama da Liberdade, réplica em tamanho real da tocha da estátua de Nova York, em cobre dourado. Foi um presente dos Estados Unidos, ligado ao centenário do jornal «International Herald Tribune», e foi inaugurada em 1989 como símbolo da amizade franco-americana.
Em 31 de agosto de 1997, Diana, princesa de Gales, morreu num acidente no túnel que passa logo abaixo. Desde então, a chama virou um memorial espontâneo.
Em 2019, a praça recebeu o nome de place Diana.
3O que observar
- O zuavo e o nível da água aos seus pés.
- A Chama da Liberdade, com sua placa dedicatória.
- As flores e recados que os visitantes continuam deixando.

Documentado
A ponte original é de 1856 e foi reconstruída entre 1970 e 1974; a Chama da Liberdade foi inaugurada em 1989, e Diana morreu no túnel de l'Alma em 31 de agosto de 1997.
Fontes e créditos
Prefeitura de Paris (paris.fr), páginas do pont de l'Alma e da place Diana; Ministério da Cultura da França, base Mérimée; Vigicrues / Ministério da Transição Ecológica, história da cheia de 1910.
Fotografias:
- Chama da Liberdade dourada na place Diana: Jens from Magdeburg, Germany, CC BY 2.0.
- Estátua do zuavo junto a um pilar da ponte de l'Alma: ndiggity from USA, CC BY-SA 2.0.
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