Esta igreja de fachada um pouco assimétrica foi, por mais de um século e meio, a catedral do Rio. Por isso os cariocas continuam chamando-a de Antiga Sé.
1De capela de frades a Capela Real
Os carmelitas chegaram por volta de 1590 e receberam aqui uma pequena capela junto à praia. O templo atual começou a ser construído em 1761, sob o comando do mestre Manuel Alves Setúbal, e foi sagrado em 1770. Tudo mudou em 1808: com a chegada da família real, a rainha D. Maria I foi instalada no convento vizinho e D. João transformou esta igreja, a mais próxima do paço, em Capela Real e depois em catedral.
2Sagrações e casamentos
Foi aqui que o príncipe D. Pedro recebeu, em 6 de novembro de 1817, a arquiduquesa Leopoldina da Áustria, com quem já havia se casado por procuração. No Império, o templo sediou a sagração de D. Pedro I e de D. Pedro II e o casamento da princesa Isabel com o conde d'Eu, em 1864. Na capela trabalharam dois grandes músicos: o carioca padre José Maurício Nunes Garcia e o português Marcos Portugal.
Ela perdeu o posto de catedral em 1976, quando ficou pronta a nova catedral cônica da Avenida República do Chile.
3O que observar
- Os três portais do térreo, a única parte original da fachada, em estilo pombalino lisboeta.
- A torre, reconstruída entre 1905 e 1913 e coroada por uma Nossa Senhora da Conceição em bronze.
- Se entrar, a talha dourada rococó de Inácio Ferreira Pinto, iniciada em 1785.

Documentado
Foi Capela Real a partir de 1808 e catedral até 1976; sediou a sagração de D. Pedro I e D. Pedro II e o casamento da princesa Isabel em 1864.
Fontes e créditos
Wikipédia em português, «Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé»; IPHAN, ficha de bens tombados; Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (site oficial).
Fotografias:
- Torre e fachada da Antiga Sé do Rio de Janeiro: Antonio Donioli, CC BY-SA 4.0.
- Nave da Antiga Sé coberta de talha dourada rococó: Wilfredor, CC0.
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