Diante de você está o cruzamento de Shibuya, a faixa de pedestres mais fotografada do mundo. Espere todos os semáforos dos carros ficarem vermelhos e você vai entender por quê: durante alguns segundos, centenas ou milhares de pessoas atravessam ao mesmo tempo em todas as direções, inclusive na diagonal, e quase ninguém esbarra em ninguém.
1Um vale com estação
O nome Shibuya leva o ideograma de «vale», e não por acaso: você está numa baixada, e as ruas sobem ao seu redor. No começo do século XX, isto aqui era um entroncamento de caminhos nos arredores da cidade; a chegada de várias linhas de trem e das grandes lojas de departamentos o transformou num dos centros de Tóquio. Esse tipo de cruzamento, chamado scramble, foi implantado aqui nos anos 1970.
2Um mural perdido
Dentro da estação, no corredor que liga a linha Keiō Inokashira ao resto, há um mural de 30 metros: «O mito do amanhã», de Okamoto Tarō. Ele o pintou no fim dos anos 1960 para um hotel da Cidade do México que nunca foi concluído, e a obra desapareceu durante décadas. Foi encontrada em 2003 num depósito mexicano, restaurada no Japão e está aqui desde 2008. Ela retrata o horror de uma explosão nuclear.
No corredor do mural, as janelas oferecem uma das melhores vistas gratuitas do cruzamento.
3O que observar
- As diagonais, a chave de um cruzamento scramble.
- Os telões gigantes dos prédios ao redor do cruzamento.
- O mural de Okamoto Tarō, se você entrar na estação.
Documentado
O cruzamento funciona como scramble desde os anos 1970, e o mural «O mito do amanhã», pintado no México no fim dos anos 1960, está instalado na estação desde 2008.
Fontes e créditos
Prefeitura de Shibuya, informações turísticas; Fundação Okamoto Tarō para as Artes Contemporâneas, «Asu no shinwa»; Jordan Sand, «Tokyo Vernacular» (2013).
Fotografias:
- O cruzamento de Shibuya ao entardecer, cheio de pedestres e telões: Benh LIEU SONG (Flickr), CC BY-SA 2.0.
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