À sua frente está um dos banhos termais mais antigos de Budapeste. De fora parece um edifício do século XIX, mas sob essa fachada se esconde uma cúpula otomana de mais de quatrocentos anos.
1Água que sai da rocha
O monte Gellért é atravessado por nascentes quentes. Junto a estes banhos brotam umas vinte, e um documento de 1292 já as menciona. Os otomanos, que governaram Buda entre 1541 e 1686, sabiam aproveitá-las: o paxá Ali começou a reformar o banho em 1556 e seu sucessor, Sokollu Mustafá, o reconstruiu. Chamaram-no de «banho da coluna verde», porque uma das oito colunas que sustentam a abóbada sobre a piscina era dessa cor.
O viajante turco Evliya Çelebi o descreveu no século XVII: oito arcos ao redor de uma grande piscina e uma sala com uma cúpula tão ampla que, segundo escreveu, cabiam mil guerreiros.
2Águas com fama
Depois da expulsão dos otomanos, Leopoldo I cedeu o banho à cidade de Buda em 1703. No século XIX ele foi reformado várias vezes, uma delas por Miklós Ybl, e em 1933 foi declarado banho medicinal. Sua sala de beber serve a água de três fontes: Attila, Hungária e Juventus, cujo nome já diz tudo.
Os otomanos partiram há mais de três séculos; a cúpula deles continua em uso todos os dias.
3O que observar
- O letreiro RUDAS e a fachada do século XIX que esconde o banho turco.
- A encosta do monte colada ao edifício: é dali que brota a água quente.
- O vapor que às vezes, em dias frios, sai das aberturas do prédio.

Documentado
A menção às nascentes em 1292, as obras otomanas de Ali paxá (1556) e Sokollu Mustafá, a cessão a Buda em 1703 e a declaração como banho medicinal em 1933 estão documentadas.
Fontes e créditos
Budapest Gyógyfürdői (rudasfurdo.hu), história do banho; Evliya Çelebi, «Seyahatname» (Livro de viagens), descrição de Buda; Wikipédia em húngaro, «Rudas fürdő».
Fotografias:
- Fachada dos banhos Rudas ao pé do monte Gellért: Globetrotter19, CC BY-SA 3.0.
- Gravura da piscina otomana dos banhos Rudas: Bjoertvedt, CC BY-SA 4.0.
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