Diante de você está o prédio mais simbólico da Irlanda moderna. A Agência Central dos Correios, projetada por Francis Johnston, abriu em 6 de janeiro de 1818 e foi o último grande edifício público georgiano de Dublin. Mas ninguém se lembra dela pelas cartas.
1Segunda-feira de Páscoa de 1916
Em 24 de abril de 1916, um grupo de Voluntários Irlandeses e do Exército Cidadão Irlandês ocupou o prédio e o transformou em quartel-general. Diante desta fachada, Patrick Pearse leu a Proclamação da República Irlandesa. Durante quase uma semana a GPO resistiu ao fogo britânico, até que o prédio pegou fogo e os rebeldes se renderam, em 29 de abril.
A rebelião fracassou, mas os fuzilamentos dos seus líderes nas semanas seguintes mudaram a opinião pública. Menos de seis anos depois nascia o Estado Livre Irlandês, que reconstruiu a GPO e a reabriu em 1929.
Do prédio de 1818, só a fachada de granito que você tem à frente sobreviveu ao fogo.
2A agulha e a coluna perdida
Onde hoje está o Spire, inaugurado em 2003, ficava a coluna de Nelson. Em 1966, uma bomba a destruiu no meio da noite, cinquenta anos depois do Levante.
3O que observar
- As marcas de bala nas colunas e nas paredes do pórtico.
- As três estátuas do frontão: Mercúrio, Hibérnia e a Fidelidade.
- A estátua de Cúchulainn, no saguão, homenagem oficial aos mortos de 1916.

Documentado
A GPO abriu em 1818, foi o quartel-general do Levante da Páscoa a partir de 24 de abril de 1916 e reabriu reconstruída em 1929.
Fontes e créditos
An Post, «GPO Witness History» (centro de interpretação de 1916); Charles Townshend, «Easter 1916: The Irish Rebellion» (Penguin, 2005); Dictionary of Irish Architects, ficha de Francis Johnston.
Fotografias:
- Fachada da Agência Central dos Correios na O'Connell Street, ao lado do Spire: JoachimKohler-HB, CC BY-SA 4.0.
- Ruínas em volta da Agência Central dos Correios após o Levante de 1916: Thomas Johnson Westropp, CC0.
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