Olhe para o chão. Nesta calçada, na sexta-feira 28 de fevereiro de 1986, às 23h21, o primeiro-ministro da Suécia, Olof Palme, foi morto com um tiro. Nenhum governante sueco era assassinado desde o rei Gustavo III, em 1792, e o país nunca esqueceu aquela noite.

1Um passeio sem escolta

Palme e a esposa, Lisbeth, tinham ido ao cinema Grand, algumas centenas de metros acima nesta mesma avenida, para ver «Bröderna Mozart». À tarde ele havia dispensado os seguranças, algo comum para ele. Voltavam para casa a pé pela calçada quando um homem se aproximou por trás e atirou nas costas dele com um revólver. Um segundo tiro feriu Lisbeth de leve. O assassino fugiu pela rua lateral e subiu a escadaria que você vê ao fundo.

2Um caso sem solução

Foi a maior investigação criminal da história sueca. Em 1989 Christer Pettersson foi condenado em primeira instância e absolvido na apelação. Em junho de 2020 a promotoria apontou como provável autor Stig Engström, morto em 2000, e arquivou o caso. Em dezembro de 2025 outro promotor revisou essa decisão e concluiu que as provas não bastam para apontá-lo. O caso continua encerrado e sem culpado.

A rua pela qual o assassino fugiu, antes Tunnelgatan, hoje se chama Olof Palmes gata.

3O que observar

  • A placa de bronze na calçada.
  • A escadaria de Olof Palmes gata, por onde o autor escapou.
  • Ao norte, a uns 250 metros, o cemitério de Adolf Fredrik, onde Palme está enterrado.

Documentado

Olof Palme foi assassinado aqui em 28 de fevereiro de 1986, às 23h21; Christer Pettersson foi absolvido em 1989, e a indicação de Stig Engström como autor (2020) foi revista em dezembro de 2025 por falta de provas.

Fontes e créditos

Åklagarmyndigheten (Ministério Público da Suécia, decisões de junho de 2020 e dezembro de 2025); Granskningskommissionen, relatório SOU 1999:88; Wikipédia em sueco, «Mordet på Olof Palme».

Fotografias:

  • Placa de bronze na calçada da Sveavägen que lembra o assassinato de Olof Palme: Tage Olsin, CC BY-SA 2.0.

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