Você atravessou para a ilhota de Helgeandsholmen, «a ilha do Espírito Santo», entre o Palácio Real e Norrmalm. À sua frente está Riksdagshuset, a sede do Riksdag, o Parlamento da Suécia, um dos mais antigos da Europa: suas raízes remontam às assembleias do século XV.
1Um prédio que não podia ofuscar o rei
No fim do século XIX a antiga sede de Riddarholmen tinha ficado pequena. Depois de anos de debate, decidiu-se em 1888 construir aqui o Parlamento e, ao lado, o Banco Nacional. O projeto, do jovem arquiteto Aron Johansson, foi muito criticado: muitos artistas achavam que um edifício tão grande não devia ficar tão perto do palácio. O rei Óscar II lançou a pedra fundamental em 13 de maio de 1897, e o Parlamento se instalou aqui em 1905.
2De quatro estamentos a uma só câmara
Até 1866 o Parlamento se dividia em quatro estamentos: nobreza, clero, burgueses e camponeses. Depois vieram duas câmaras e, desde 1971, uma só, com 349 deputados. Para abrigá-la foi reformado o antigo prédio do banco, no lado oeste.
3Uma cidade debaixo do chão
Durante as obras de 1978-1980 apareceram um trecho da muralha de Gustavo Vasa, de 1530, e o cemitério de um hospital medieval com os restos de cerca de 2.800 pessoas. Assim nasceu o Museu Medieval, que funcionou sob a Norrbro até 2023 e prepara sua mudança para Stortorget.
4O que observar
- A inscrição dourada sobre a entrada principal.
- O brasão da Suécia esculpido sobre o arco da porta.
- As esculturas de Theodor Lundberg: embaixo, os quatro estamentos; no alto, Moder Svea, a «Mãe Suécia», com cinco metros de altura.
Documentado
Riksdagshuset foi construído entre 1895 e 1905 segundo o projeto de Aron Johansson; Óscar II lançou a pedra fundamental em 13 de maio de 1897 e desde 1971 o Riksdag tem uma só câmara.
Fontes e créditos
Sveriges riksdag (riksdagen.se, história do edifício); Medeltidsmuseet, Stockholms stad (site oficial); Wikipédia em sueco, «Riksdagshuset».
Fotografias:
- Fachada de pedra do Parlamento sueco com um grande brasão sobre a porta e estátuas no alto: CEphoto, Uwe Aranas, CC BY-SA 3.0.
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