Diante de você está a igreja das coroações. Eduardo, o Confessor, um dos últimos reis anglo-saxões, ergueu aqui uma grande abadia, consagrada em 28 de dezembro de 1065, poucos dias antes de sua morte. No dia de Natal de 1066, Guilherme, o Conquistador, foi coroado nela, e desde então quase todos os monarcas ingleses e britânicos foram coroados aqui, até Carlos III, em 2023.
1Uma abadia de vários séculos
O edifício gótico que você vê foi iniciado por Henrique III em 1245, em honra de Eduardo, o Confessor, já canonizado. As obras duraram séculos. As duas torres desta fachada são as últimas: Nicholas Hawksmoor as projetou imitando o gótico, e elas foram concluídas em 1745, depois da morte dele. Lá dentro repousam reis e rainhas como Elizabeth I, cientistas como Isaac Newton e Charles Darwin, e escritores no famoso Canto dos Poetas. Junto à porta oeste fica o túmulo do Soldado Desconhecido, sepultado em 11 de novembro de 1920.
2Os mártires da fachada
Olhe agora a fileira de estátuas sobre a porta principal. Os nichos estavam vazios desde a Idade Média e, em 1998, foram ocupados por dez mártires cristãos do século XX, do mundo inteiro. Entre eles estão Martin Luther King, o polonês Maximiliano Kolbe e Óscar Romero, arcebispo de San Salvador assassinado em 1980.
A abadia é Patrimônio Mundial desde 1987, junto com o Palácio de Westminster e a St Margaret's.
3O que observar
- As dez estátuas de mártires sobre a porta oeste.
- As torres de Hawksmoor, do século XVIII.
- A St Margaret's, a igreja paroquial do Parlamento, ao lado.
Documentado
A abadia de Eduardo, o Confessor, foi consagrada em 1065, Guilherme I foi coroado aqui em 1066, a obra gótica começou em 1245 e as estátuas dos mártires foram instaladas em 1998.
Fontes e créditos
Westminster Abbey, site oficial (história, túmulos e mártires do século XX); UNESCO, ficha «Palace of Westminster and Westminster Abbey including Saint Margaret's Church»; Richard Jenkyns, «Westminster Abbey» (2004).
Fotografias:
- Fachada oeste da Abadia de Westminster com suas duas torres: Prioryman, CC BY-SA 4.0.
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