Você está na Plaza Mayor, um grande espaço fechado e cercado de arcadas que durante séculos foi o principal palco da vida pública madrilenha. Mas ela nem sempre teve este aspecto.

1Do arrabalde à praça da Corte

Antes da praça havia um mercado ao ar livre, a Plaza del Arrabal, situada fora da muralha medieval, onde se encontravam os caminhos de Toledo e de Atocha. Quando Filipe II transferiu a Corte para Madri, encarregou Juan de Herrera de reformá-la. A primeira construção foi a Casa de la Panadería, iniciada em 1590 por Diego Sillero. Em 1617, Filipe III encarregou Juan Gómez de Mora de terminar o conjunto, concluído em 1619.

2Mercado, festas e justiça

A praça foi mercado, arena de touros, palco de proclamações reais, beatificações e autos de fé. Suas sacadas eram alugadas como camarotes, e a Casa de la Panadería servia de tribuna para a família real.

3Três incêndios e uma reconstrução

Os edifícios, com muita madeira, pegaram fogo em 1631, novamente na década de 1670 e, sobretudo, em 1790. Depois desse último incêndio, Juan de Villanueva dirigiu a reconstrução: reduziu a altura dos edifícios, unificou as fachadas e fechou as esquinas com grandes arcos. As obras se estenderam até meados do século XIX. O que você vê hoje é, em essência, a praça de Villanueva.

A estátua equestre de Filipe III, de Giambologna e Pietro Tacca, só foi colocada no centro da praça em 1848.

4O que observar

  • A Casa de la Panadería, no lado norte.
  • A Casa de la Carnicería, em frente.
  • Os arcos das esquinas, marca da reforma de Villanueva.

Documentado

A praça foi concluída por Juan Gómez de Mora em 1619 e reconstruída por Juan de Villanueva após o incêndio de 1790; também sofreu incêndios em 1631 e na década de 1670.

Fontes e créditos

Ayuntamiento de Madrid e esMadrid (Plaza Mayor e Casa de la Panadería); Comunidad de Madrid, Portal de Archivos, exposição sobre a Plaza Mayor; Pedro de Répide, “Las calles de Madrid”. Como pesquisamos.

Viu algum erro? Escreva para a gente e vamos revisar.