Atrás desta porta de bronze fica a madraça Ben Youssef, a maior residência de estudantes de ciências islâmicas que o Magrebe já teve.

1Uma obra saadiana

Segundo o historiador al-Ifrani, neste lugar já existia uma madraça fundada no século XIV pelo sultão merínida Abu al-Hasan. O edifício atual foi encomendado pelo sultão saadiano Abdallah al-Ghalib e, segundo uma inscrição, concluído em 1564-1565. Leva o nome da mesquita vizinha, fundada pelo emir almorávida Ali ibn Yusuf.

Tinha 130 celas para estudantes, distribuídas em dois andares ao redor de vários pátios pequenos, e diz-se que chegou a abrigar cerca de 800 alunos. Os jovens vinham de todo o Marrocos para estudar Alcorão, direito e gramática. Fechou como escola em 1960, abriu como monumento em 1982 e, depois de uma restauração entre 2018 e 2022, voltou a receber visitantes.

2O grande pátio

O coração do edifício é um pátio com um grande espelho d'água retangular. As paredes combinam três materiais: rodapés de zellige na parte de baixo, estuque esculpido no meio e madeira de cedro no alto. Na sala de oração se conserva uma pia de mármore esculpida em Córdoba no início do século XI.

Uma mesma parede, três ofícios: o azulejista, o estucador e o carpinteiro.

3O que observar

  • A porta de bronze da entrada.
  • A placa bilíngue sobre a porta.
  • O minarete da mesquita Ben Youssef, a poucos passos.

Documentado

O edifício atual foi encomendado por Abdallah al-Ghalib e concluído em 1564-1565; tinha 130 celas, fechou como escola em 1960 e foi restaurado entre 2018 e 2022.

Fontes e créditos

Jonathan M. Bloom, «Architecture of the Islamic West» (2020); Gaston Deverdun, «Marrakech des origines à 1912» (1959); Fondation nationale des musées / Ministério da Cultura do Marrocos, ficha da madraça Ben Youssef.

Fotografias:

  • Pátio da madraça Ben Youssef visto através de um arco: Ymblanter, CC BY-SA 4.0.
  • Porta de bronze da madraça Ben Youssef com sua placa: Robert Prazeres, CC BY-SA 4.0.

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