Diante de você está um lugar de memória. Antes de se aproximar dos pássaros, vale saber o que aconteceu aqui.
1A noite de 10 de junho de 1995
A praça nasceu nos anos 1990 para recuperar uma área muito degradada do centro. Naquela noite de sábado acontecia um evento popular, com música e uma feira de artesanato. Junto à escultura O Pássaro, de Fernando Botero, alguém tinha colocado uma carga de cerca de dez quilos de dinamite. A explosão matou 23 pessoas, entre elas várias crianças, e deixou cerca de duzentos feridos.
Os responsáveis nunca foram identificados. Diferentes grupos armados e redes do narcotráfico foram apontados, mas nenhuma dessas hipóteses foi comprovada. As vítimas eram moradores, famílias e vendedores ambulantes que tinham saído para aproveitar uma noite de festa.
2Não apagar a ferida
Botero aceitou repor a escultura com uma condição: que o pássaro destruído ficasse aqui, do jeito que a bomba o deixou. Em 2000 foi instalado ao lado um pássaro novo, que a cidade chama de Pássaro da Paz.
Um lembra o que aconteceu; o outro, o que a cidade decidiu ser depois.
Atrás, a igreja de San Antonio, construída entre 1884 e 1902 e reformada depois, tem a maior cúpula de Medellín. A área é movimentada: venha de dia, sem exibir o celular, e respeite o caráter do lugar.
3O que observar
- O pássaro ferido, com o bronze aberto pela explosão.
- A placa do pedestal, que lembra as vítimas.
- A cúpula de San Antonio, a oeste da esplanada.
Documentado
Em 10 de junho de 1995 uma bomba colocada junto a O Pássaro de Botero matou 23 pessoas; a autoria nunca foi esclarecida e em 2000 um segundo pássaro foi instalado ao lado do destruído.
Fontes e créditos
El Colombiano, «En San Antonio se hizo pedazos el símbolo de la paz»; El Espectador, «Condena por bombazo a El Pájaro»; Alberto Escovar, «Guías Elarqa de arquitectura de Medellín» (2006).
Fotografias:
- O pássaro de bronze destruído de Botero e, atrás, o pássaro novo no Parque San Antonio: Roapolice, CC BY-SA 3.0.
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