Diante de você está um dos palcos mais queridos de Medellín. Aqui termina este roteiro e aqui começam, todo mês de dezembro, os mitos de toda Antioquia.
1Um teatro que demorou a chegar
Em 1952 o empresário Pablo Tobón Uribe doou um milhão de pesos para dar à cidade um teatro moderno. A prefeitura cedeu o terreno e o governo nacional deu um auxílio. As obras sofreram atrasos e foram suspensas em 1958 por falta de verba. Embora tenha aberto as portas antes, a inauguração oficial foi em 2 de agosto de 1967. Tem capacidade para 883 pessoas.
2O desfile dos mitos
Em 8 de dezembro de 1974 nasceu em Medellín o desfile de mitos e lendas, com a Madremonte, a Patasola, o Sombrerón e as bruxas entre seus primeiros personagens. Hoje ele sai deste teatro e percorre o centro à noite, com grupos vindos de todo o departamento.
Em frente ao teatro, a fonte guarda a Bachué de José Horacio Betancur, apresentada em 1954. Ela representa a deusa-mãe dos muíscas, que segundo o mito saiu de uma lagoa com uma criança nos braços.
3O italiano sem cabeça
Entre as assombrações urbanas de Medellín, o jornal El Colombiano registrou a história de um italiano sem cabeça que ronda o porão do teatro. Ninguém jamais disse quem ele seria nem quando teria morrido.
O teatro e o desfile são história comprovável; o italiano do porão é um conto que passa de boca em boca.
4O que observar
- A Bachué, com as serpentes e a águia.
- A marquise da entrada.
- O parque em volta do teatro, junto ao trecho descoberto do córrego.
Documentado
O teatro foi inaugurado oficialmente em 2 de agosto de 1967, e o desfile de mitos e lendas de Medellín é realizado desde 8 de dezembro de 1974.
Tradição oral
O italiano sem cabeça do porão é um relato popular sem dados que o sustentem.
Fontes e créditos
Fundación Teatro Pablo Tobón Uribe; Prefeitura de Medellín, informações sobre o desfile de mitos e lendas; El Colombiano, «Historias de espantos» e «Escultura de la Bachué en Medellín tiene 70 años» (2024).
Fotografias:
- Entrada do Teatro Pablo Tobón Uribe com sua grande marquise: Felipe Restrepo Acosta, CC BY-SA 4.0.
Viu algum erro? Escreva para a gente e vamos revisar.
