Esta sinagoga foi construída em 1884. Quem pagou foi Jacob Elias Sassoon, em memória do pai, Eliyahoo, e sua família foi uma das mais poderosas da cidade no século XIX. Os Sassoon eram judeus de Bagdá que chegaram nos anos 1830 e ergueram docas, fábricas têxteis e bibliotecas. A biblioteca David Sassoon, ali na esquina, também leva o nome da família.
1A sinagoga azul
Sua fachada já foi pintada de turquesa, e por isso muita gente a chama de sinagoga azul. Entre 2018 e 2019 ela passou por uma restauração cuidadosa e recuperou o branco com molduras índigo que você vê hoje. Por dentro conserva vitrais e uma galeria para as mulheres. As visitas costumam ser aceitas em certos horários e com documento de identidade: confira antes se está aberta.
2Uma cidade de muitas fés
Mumbai sempre foi um porto de chegada. Os bene israel, uma comunidade judaica muito antiga da costa do Konkan, conviveram com os judeus de Bagdá. Os parses, zoroastristas vindos da Pérsia há mais de mil anos, ergueram aqui seus templos do fogo e suas torres do silêncio em Malabar Hill. Hindus, muçulmanos, cristãos, jainistas e sikhs dividem a cidade há séculos. Hoje restam poucos judeus em Mumbai, mas suas sinagogas continuam abertas.
Um prédio azul que conta como um porto virou lar de muitos povos.
3O que observar
- As molduras índigo sobre a fachada branca.
- A inscrição sobre a porta de entrada.
- A biblioteca David Sassoon, a poucos passos.
Documentado
A sinagoga foi construída em 1884, paga por Jacob Elias Sassoon em memória do pai, e restaurada entre 2018 e 2019.
Fontes e créditos
Jacob Sassoon Trust, história da sinagoga; Joan G. Roland, «The Jewish Communities of India: Identity in a Colonial Era» (1998); Kala Ghoda Association, patrimônio do bairro.
Fotografias:
- Fachada branca com molduras azul-índigo da sinagoga Keneseth Eliyahoo: Kushared (Mohammed Sardar), CC BY-SA 4.0.
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