Atrás desta porta discreta esconde-se um dos poucos edifícios que sobreviveram de Madina Mayurqa, a cidade islâmica que Jaime I conquistou em 1229. É um banho, um hammam, provavelmente construído por volta dos séculos X ou XI.

1Como funcionava

O que se conserva é a sala quente: um espaço quadrado coberto por uma cúpula de tijolo com pequenas claraboias, sustentada por doze colunas com arcos em ferradura. Os capitéis não são iguais entre si: tudo indica que foram reaproveitados de edifícios anteriores, talvez romanos. Sob o piso circulava ar quente, e por canalizações chegava o vapor.

O banho era muito mais do que higiene. Era lugar de encontro, de conversa e de purificação antes da oração, com salas frias, mornas e quentes percorridas em ordem.

2Um sobrevivente

Depois da conquista, a cidade islâmica foi transformada quase por completo. Este banho acabou integrado a uma casa senhorial, Can Serra, que dá nome à rua. No século XIX foi comprado pela família Fontirroig, que chegou a construir uma pequena ponte sobre a rua para passar ao seu jardim.

Dos muitos banhos que Madina Mayurqa teve, este é o que chegou até nós.

A entrada costuma ser paga e o horário varia conforme a estação.

3O que observar

  • A porta do carrer de Can Serra, simples como a de qualquer casa.
  • As ruas da Calatrava, estreitas e sinuosas: conservam o traçado da cidade islâmica.
  • Os muros dos jardins, por cima dos quais despontam palmeiras.

Documentado

É uma sala de banhos de época islâmica, datada por volta dos séculos X-XI, com doze colunas de capitéis reaproveitados; no século XIX pertencia à família Fontirroig.

Fontes e créditos

Ajuntament de Palma, Visit Palma, ficha dos Banys Àrabs; Gaspar Valero, Itineraris pel centre històric de Palma (1993); Gran Enciclopèdia de Mallorca, verbete «Banys àrabs de Palma».

Fotografias:

  • Sala dos Banhos Árabes de Palma com colunas e arcos em ferradura: Adrian Tync, CC BY-SA 4.0.
  • Porta de entrada dos Banhos Árabes no carrer de Can Serra: XaviFarm11, CC BY-SA 4.0.

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