Esta praça enorme nasceu para glorificar um rei. Foi projetada a partir de 1755, pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel, para emoldurar uma estátua equestre de Luís XV, e se chamava praça Luís XV.
1A praça da guilhotina
Com a Revolução, a estátua foi derrubada e o lugar passou a se chamar praça da Revolução. Aqui foi instalada a guilhotina. Em 21 de janeiro de 1793, Luís XVI foi executado, e em 16 de outubro do mesmo ano, Maria Antonieta. Depois caíram aqui Danton e, por fim, o próprio Robespierre. Em 1795, como gesto de reconciliação, a praça ganhou o nome de Concórdia.
2Um presente do Egito
O obelisco vem do templo de Luxor e tem mais de três mil anos. O vice-rei do Egito, Mehmet Ali, deu-o de presente à França, e o transporte foi uma odisseia: viajou num navio construído especialmente e levou anos para chegar. Foi erguido aqui em 25 de outubro de 1836, diante do rei Luís Filipe e de uma enorme multidão.
A ponta dourada não é antiga: foi colocada em 1998, para substituir a que, segundo se acredita, se perdeu na Antiguidade.
3O que observar
- Os desenhos do pedestal, que explicam como o obelisco foi erguido.
- As duas fontes de Jacques Ignace Hittorff, dedicadas aos mares e aos rios.
- As oito estátuas dos cantos, que representam grandes cidades da França.
Documentado
Luís XVI foi guilhotinado aqui em 21 de janeiro de 1793 e Maria Antonieta em 16 de outubro; o obelisco de Luxor foi erguido em 25 de outubro de 1836.
Tradição oral
Que o obelisco tivesse originalmente uma ponta dourada que se perdeu é uma hipótese difundida, não uma certeza.
Fontes e créditos
Ministério da Cultura da França, base Mérimée (place de la Concorde); Prefeitura de Paris (paris.fr), história da praça; Musée du Louvre, departamento de Antiguidades Egípcias (história do obelisco de Luxor).
Fotografias:
- Obelisco de Luxor na praça da Concórdia: Dennis G. Jarvis, CC BY-SA 2.0.
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