Diante de você está a única torre de defesa que Amsterdã conserva da sua muralha medieval. Ela foi concluída por volta de 1487, no ponto em que a muralha dava para as águas do IJ, o braço de mar que era então o porto da cidade. Hoje a água ficou longe, mas imagine que bem aqui começavam os cais.

1O porto do mundo

Com o tempo, a muralha perdeu o sentido e a torre ficou olhando o movimento dos navios. Deste cais partiram muitas expedições. Uma lápide sobre a entrada lembra a primeira viagem às Índias Orientais, de 1595, que abriu caminho para a Companhia das Índias.

2Henry Hudson e Nova York

A placa mais famosa, colocada em 1927, lembra que em 4 de abril de 1609 partiu daqui o navegador inglês Henry Hudson, a serviço da Companhia das Índias Orientais, a bordo do Halve Maen. Ele procurava uma passagem para a Ásia pelo norte. Não a encontrou, mas explorou o rio que hoje leva o seu nome. Poucos anos depois, os holandeses fundaram ali Nova Amsterdã, a futura Nova York.

Uma torre de uma cidade pequena ligada ao nascimento de uma das maiores metrópoles do mundo.

Até 1960 a torre funcionou como escritório do porto. Depois da restauração de 1966, abriga um café e uma loja de cartas náuticas, bem a propósito para o lugar.

3O que observar

  • A placa de Henry Hudson, na fachada voltada para a água.
  • A lápide de 1595 sobre a porta, com o lema latino «navigare necesse est».
  • A espessura dos muros, que denuncia sua origem militar.

Documentado

A torre fazia parte da muralha e foi concluída por volta de 1487; uma placa de 1927 lembra a partida de Henry Hudson em 4 de abril de 1609.

Fontes e créditos

Rijksmonumentenregister (ficha do Schreierstoren); Amsterdam Museum, história do porto; Russell Shorto, «The Island at the Center of the World» (2004).

Fotografias:

  • A Schreierstoren, torre redonda de tijolos junto ao canal Geldersekade: Txllxt TxllxT, CC BY-SA 4.0.

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