Diante de você está talvez o jardim mais original de Bruxelas: um pequeno museu ao ar livre da história da cidade, pensado para ser percorrido como um livro.

1Uma homenagem aos ofícios

O arquiteto Henri Beyaert o projetou, e ele foi inaugurado em 20 de julho de 1890. Repare na grade: ela é sustentada por 48 colunas de pedra, e sobre cada uma há uma estatueta de bronze que representa um antigo ofício de Bruxelas. Há alfaiates, cervejeiros, carpinteiros, tapeceiros… Cada figura carrega os atributos do seu trabalho, e encontrá-los é uma pequena brincadeira.

2Os condes de Egmont e de Horn

No centro, a fonte mostra dois nobres abraçados: os condes de Egmont e de Horn, decapitados na Grand-Place em 1568 por ordem do duque de Alba. O conjunto, do escultor Charles-Auguste Fraikin, ficou primeiro diante da Maison du Roi, e em 1879 a prefeitura decidiu transferi-lo para cá.

Em volta deles, dez estátuas de mármore representam figuras do século XVI, como o cartógrafo Gerardus Mercator ou o botânico Rembert Dodoens.

Atrás aparece o Palácio de Egmont, a antiga residência dessa família, hoje usado pelo Ministério das Relações Exteriores para recepções oficiais. E em frente, do outro lado da rua, começa o mundo de antiquários e chocolaterias do Sablon.

3O que observar

  • As 48 estatuetas dos ofícios sobre a grade.
  • Os dois condes, abraçados diante da morte.
  • As estátuas de mármore: procure entre elas Mercator, o cartógrafo.

Documentado

O jardim de Henri Beyaert foi inaugurado em 20 de julho de 1890; a fonte de Egmont e Horn, de Fraikin, foi transferida da Grand-Place para cá por decisão municipal de 1879.

Fontes e créditos

Bruxelles Environnement / Leefmilieu Brussel, ficha do «Square du Petit Sablon»; Inventaire du patrimoine architectural de la Région de Bruxelles-Capitale; Wikipédia em francês, «Square du Petit Sablon».

Fotografias:

  • Fonte dos condes de Egmont e Horn no jardim do Petit Sablon: iMahesh, CC BY-SA 4.0.

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