Diante de você está a catedral de Lima, dada como concluída em 1622 e refeita várias vezes por causa dos terremotos. Lá dentro, numa capela junto à entrada, repousa o fundador da cidade. Ou, pelo menos, é o que se acredita hoje.

1Um assassinato no palácio

Francisco Pizarro morreu em 26 de junho de 1541, assassinado em sua própria casa, do outro lado da praça, por partidários de seu antigo sócio Diego de Almagro. Foi enterrado às pressas, e seus restos foram depois levados para a catedral.

2A múmia errada

Em 1891, nos 350 anos de sua morte, uma comissão identificou como Pizarro uma múmia guardada na catedral, que passou a ser exibida numa urna de vidro. Durante décadas, os visitantes rezaram diante dela.

Em 1977, operários que trabalhavam na cripta abriram um nicho lacrado. Dentro havia uma caixa de chumbo com um crânio e uma inscrição que o atribuía a Pizarro, ao lado de outra caixa com ossos de várias pessoas. Em 1984, uma equipe liderada pelo antropólogo forense americano William Maples estudou os restos: o crânio mostrava numerosos golpes de espada, compatíveis com as crônicas do assassinato.

A conclusão foi que a múmia exibida desde 1891 não era Pizarro. Hoje se aceita que os restos achados em 1977 são os dele, embora alguns historiadores tenham contestado o resultado.

3O que observar

  • As duas torres, concluídas em 1797.
  • A portada central, a mais ornamentada das três.
  • As sacadas do Palácio Arcebispal, à esquerda.

Documentado

Pizarro foi assassinado em 26 de junho de 1541; em 1977 apareceu na cripta um crânio numa caixa de chumbo, que os peritos forenses lhe atribuíram em 1984.

Fontes e créditos

Arcebispado de Lima, Museu de Arte Religiosa da Catedral; William R. Maples e Michael Browning, «Dead Men Do Tell Tales» (1994); Hugo Ludeña, estudos sobre os restos de Francisco Pizarro.

Fotografias:

  • Fachada da catedral de Lima com suas duas torres e palmeiras na Praça Maior: Wasiwatana, CC BY-SA 4.0.

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