À sua volta está o palácio do Louvre, cujas alas somam centenas de metros de fachada. Mas tudo começou de um jeito bem mais modesto e defensivo: por volta de 1190, o rei Filipe Augusto mandou erguer aqui uma fortaleza para proteger Paris, no ponto onde a muralha encontrava o Sena pelo oeste.

1De castelo a palácio

No século XIV, Carlos V transformou a fortaleza em residência e reuniu numa das torres uma biblioteca famosa. Em 1546, Francisco I encomendou a Pierre Lescot um palácio renascentista para substituir o velho castelo: é a origem da Cour Carrée, o pátio quadrado que fica a leste. Por mais de três séculos, cada monarca acrescentou algo, galerias, pavilhões e alas, até Napoleão III completar o conjunto.

2O museu do povo

Luís XIV trocou o Louvre por Versalhes em 1682. Um século depois, a Revolução abriu aqui um museu público: inaugurado em 10 de agosto de 1793, ele expunha as coleções reais a todos os cidadãos.

A pirâmide de Ieoh Ming Pei, inaugurada em 1989, escandalizou muitos parisienses. Hoje é a entrada principal do museu.

Sob o pátio, no subsolo, é possível ver as fundações do castelo medieval, descobertas nas escavações dos anos 1980.

3O que observar

  • A pirâmide, com cerca de 21 metros de altura e pouco mais de 600 losangos de vidro.
  • A estátua equestre de Luís XIV, cópia em chumbo de uma obra de Bernini, ao lado da pirâmide.
  • As esculturas das fachadas, com personagens ilustres da França nas cornijas.

Documentado

A fortaleza de Filipe Augusto data de cerca de 1190; o museu abriu em 10 de agosto de 1793 e a pirâmide de I. M. Pei foi inaugurada em 1989.

Fontes e créditos

Musée du Louvre, site oficial (história do palácio); Ministério da Cultura da França, base Mérimée; Geneviève Bresc-Bautier, «Le Louvre, une histoire de palais» (Somogy/Musée du Louvre).

Fotografias:

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