Você está sobre o Pont Neuf, a «ponte nova». A ironia é clara: é a ponte mais antiga que ainda existe em Paris. Henrique III lançou a pedra fundamental em 31 de maio de 1578, e a obra terminou em 1607, já no reinado de Henrique IV.

1Uma ponte sem casas

A grande novidade do Pont Neuf foi o que lhe faltava: até então, as pontes de Paris eram cobertas de casas. Esta ficou livre, com calçadas elevadas para os pedestres, algo quase desconhecido na época, e com recuos semicirculares para fugir das carroças. Logo virou o grande palco de rua da cidade: vendedores, tiradentes, cantores e batedores de carteira.

2O rei que voltou

A primeira estátua de Henrique IV foi colocada em 1614, começada por Giambologna e terminada por Pietro Tacca. Em 1792, a Revolução a derrubou e a derreteu. A que você vê é obra de François-Frédéric Lemot e foi inaugurada em 25 de agosto de 1818, com a monarquia já restaurada. Segundo várias fontes, parte do bronze veio de estátuas napoleônicas derretidas para a ocasião.

Na restauração de 2004 foram encontradas dentro da estátua caixas com documentos da inauguração. Conta-se, além disso, que um fundidor bonapartista escondeu ali escritos contra o rei.

3O que observar

  • Os mascarões, rostos zombeteiros sob a cornija: são mais de trezentos, e nenhum é igual.
  • Os recuos em meia-lua sobre cada pilar.
  • O square du Vert-Galant, o jardim na ponta da ilha, aos pés da estátua.

Documentado

A pedra fundamental foi lançada em 31 de maio de 1578, a ponte ficou pronta em 1607 e a estátua de Lemot foi inaugurada em 1818.

Tradição oral

A história dos escritos antimonarquistas escondidos por um fundidor bonapartista circula amplamente, mas os detalhes variam conforme a fonte.

Fontes e créditos

Ministério da Cultura da França, revista «In Situ» n.º 14: «Le cavalier du Pont Neuf» (2010); Prefeitura de Paris (paris.fr), «Paris, un musée à ciel ouvert: les statues royales»; Jacques Hillairet, «Dictionnaire historique des rues de Paris».

Fotografias:

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