Atrás deste portão se estende Běihǎi, «o mar do norte», um lago com uma ilha coroada por um pagode branco. É um dos jardins imperiais mais antigos que se conservam no mundo, e o motivo de Pequim estar onde está.
1A ilha que criou uma capital
Já no século XII, os imperadores da dinastia Jin construíram aqui um palácio de recreio, escavaram o lago e, com a terra, ergueram a ilha de Qionghua, a «ilha de jade». Quando Kublai Khan decidiu fundar sua capital, Dadu, na década de 1260, traçou-a ao redor deste lago. Ou seja, o coração da cidade mongol ficava aqui.
2Uma lembrança de Kublai
Ao seu lado está o Tuancheng, a «cidade redonda». Lá dentro se guarda um enorme vaso de jade negro que Kublai mandou esculpir em 1265 para servir vinho em seus banquetes. Passou séculos perdido e, segundo se conta, foi encontrado num templo próximo, onde os monges o usavam para guardar picles.
O pagode branco foi erguido em 1651 a pedido de um lama tibetano. Dois terremotos o derrubaram, em 1679 e 1731, e ele sempre foi reconstruído.
O lago foi aberto ao público como parque nos anos 1920. Uma canção infantil muito popular na China, «Vamos remar juntos», descreve crianças num barco sob o pagode branco.
3O que observar
- O pagode branco, com cerca de 36 metros, sobre a ilha.
- O Tuancheng, com sua muralha curva.
- A ponte de mármore que liga a margem à ilha.
Documentado
Os Jin criaram o lago e a ilha no século XII, Kublai traçou Dadu ao redor deles, o vaso de jade data de 1265 e o pagode branco de 1651.
Tradição oral
A descoberta do vaso de jade num templo onde servia para guardar picles é um relato transmitido sem documentação precisa.
Fontes e créditos
Parque de Beihai, informações oficiais; Nancy Shatzman Steinhardt, «Chinese Imperial City Planning» (1990); Lin Yutang, «Imperial Peking: Seven Centuries of China» (1961).
Fotografias:
- O pagode branco sobre a ilha de Qionghua, refletido no lago de Beihai: Bjoertvedt, CC BY-SA 4.0.
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