Você chega ao lugar onde toda Cusco se cruza. Antes de olhar os monumentos, procure um banco e sente-se: nesta altitude, uma pausa nunca é demais.
1Dois templos lado a lado
De um lado se ergue a catedral, construída entre 1560 e 1654; na esquina, a igreja da Companhia de Jesus, reconstruída depois do terremoto de 1650. As duas formam um dos conjuntos barrocos mais fotografados da América. Nas arcadas que fecham a praça, as sacadas de madeira lembram a cidade colonial.
2A praça em festa
Todo 24 de junho, Cusco celebra o Inti Raymi, a festa inca do Sol, recuperada como encenação em 1944. A apresentação costuma começar no Qorikancha, passa por esta praça e termina na esplanada de Sacsayhuamán. Alguns dias antes ou depois, conforme o calendário, vem o Corpus Christi, quando as imagens dos santos dos bairros se reúnem na catedral e se come chiriuchu, um prato frio com cuy, galinha, embutidos, algas e milho tostado.
Festa inca e festa católica dividem o mesmo palco: assim é Cusco, uma cidade que soma suas camadas em vez de apagá-las.
Sobre o chafariz, do século XIX, foi colocada em 2011 a estátua dourada de um inca, que muitos identificam com Pachacútec. A instalação foi polêmica, e até hoje há quem a questione.
3O que observar
- As sacadas de madeira das arcadas.
- A estátua do inca sobre o chafariz.
- As montanhas ao redor da praça: nas encostas você verá bairros subindo os morros e, dependendo de onde estiver, o Cristo Branco lá no alto.
Documentado
O Inti Raymi é encenado em Cusco todo 24 de junho desde 1944, e a catedral e a Companhia de Jesus fecham a praça desde o século XVII.
Fontes e créditos
Prefeitura Provincial de Cusco, organização do Inti Raymi; Ministério da Cultura do Peru, declaração do Corpus Christi de Cusco como Patrimônio Cultural da Nação; Arcebispado de Cusco.
Fotografias:
- Praça de Armas de Cusco com a catedral e a igreja da Companhia de Jesus: Bernard Brönn, CC BY-SA 4.0.
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