Este mercado ficou pronto em 1869 e levava o nome de Arthur Crawford, o primeiro comissário municipal da cidade. Crawford queria tirar a venda de alimentos das ruas sujas e oferecer um mercado limpo e arejado. O projeto é do arquiteto britânico William Emerson, que misturou o gótico vitoriano com elementos locais. Hoje seu nome oficial é Mahatma Jyotiba Phule Mandai, em homenagem ao reformador social que lutou contra o sistema de castas e pela educação das meninas.
1A assinatura dos Kipling
Olhe para cima, para a entrada. Os relevos que mostram camponeses indianos trabalhando foram desenhados por John Lockwood Kipling, professor da escola de arte Sir J. J., a poucos minutos daqui. Seu filho Rudyard, autor de «O Livro da Selva», nasceu na cidade em 1865. Lockwood partiu antes de terminar o terceiro painel. Lá dentro há um chafariz que também costuma ser atribuído a ele.
2Um mercado de recordes
Segundo a história do edifício, em 1882 ele foi o primeiro da Índia iluminado com eletricidade. Até 1996 foi o grande mercado atacadista de frutas da cidade; depois, os atacadistas se mudaram para Navi Mumbai. Continua cheio de barracas de frutas, especiarias, castanhas, brinquedos e utensílios domésticos. Parte do mercado está em reforma, então confira quais áreas estão abertas.
Um mercado vitoriano onde ainda se pechincha em meia dúzia de línguas.
3O que observar
- Os relevos de Kipling sobre a entrada principal.
- A torre do relógio, visível de toda a rua.
- O Badshah, em frente, a casa de falooda com mais de um século.
Documentado
O mercado foi concluído em 1869 com projeto de William Emerson e relevos desenhados por John Lockwood Kipling; foi mercado atacadista de frutas até 1996.
Fontes e créditos
Sharada Dwivedi e Rahul Mehrotra, «Bombay: The Cities Within» (1995); Christopher London, «Bombay Gothic» (2002); Municipal Corporation of Greater Mumbai, mercados históricos da cidade.
Fotografias:
- O mercado Crawford com sua torre do relógio de tijolo e o trânsito da rua à frente: DesiBoy101, CC BY 4.0.
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