Diante de você está o The Peninsula, aberto em 11 de dezembro de 1928 pela família Kadoorie com a ambição de ser «o melhor hotel a leste de Suez». Ficava em frente aos cais dos transatlânticos e ao lado da estação do trem para Cantão: quem chegava a Kowloon, chegava aqui.
1O Natal negro
Em 8 de dezembro de 1941, horas depois do ataque a Pearl Harbor, o Japão invadiu Hong Kong. Após dezoito dias de combates, em 25 de dezembro o governador Sir Mark Young atravessou o porto e se rendeu no quartel-general japonês, instalado no terceiro andar deste hotel. Os moradores de Hong Kong chamam aquele dia de «Natal negro».
O governador ficou detido numa suíte antes de ser levado como prisioneiro para Xangai. O hotel passou a se chamar Tōa Hotel e foi reservado a oficiais japoneses. Começavam assim os «três anos e oito meses» de ocupação, que terminaram em agosto de 1945.
2Luxo do pós-guerra
Com o nome de volta, o Peninsula voltou a ser o grande salão da cidade. Em 1994 ganhou uma torre de 30 andares com heliponto, preservando a fachada original. O chá da tarde no saguão é uma tradição que vem da época colonial.
Desta esquina, em 1928, viam-se o mar e os transatlânticos; hoje os museus e os prédios da orla tapam boa parte da vista.
3O que observar
- Os Rolls-Royce pintados no «verde Peninsula».
- Os leões de pedra da entrada.
- A fachada de 1928 diante da torre de 1994.
Documentado
O hotel abriu em 11 de dezembro de 1928; em 25 de dezembro de 1941 o governador Mark Young se rendeu no quartel-general japonês instalado aqui, e o hotel se chamou Tōa Hotel durante a ocupação.
Fontes e créditos
The Peninsula Hong Kong, «Our history» (site oficial); Philip Snow, «The Fall of Hong Kong: Britain, China and the Japanese Occupation» (2003); Tony Banham, «Not the Slightest Chance: The Defence of Hong Kong, 1941» (2003).
Fotografias:
- Fachada branca do hotel The Peninsula com toldos listrados de azul, marquise de entrada e dois leões de pedra: 93MAINGMaisee Hungom, CC0.
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