Ao descer da balsa, quem recebe você é esta torre de tijolo vermelho, com 44 metros. É o único resto da antiga estação de Kowloon, terminal da ferrovia Kowloon-Cantão. Até 1975, era aqui que desciam do trem os viajantes que chegavam da China.

1Uma estação à beira d'água

Kowloon passou ao domínio britânico em 1860, depois da Segunda Guerra do Ópio, e em 1898 a Grã-Bretanha arrendou por 99 anos os Novos Territórios. A ferrovia para Cantão foi inaugurada em 1910. A torre ficou pronta em 1915, mas a Primeira Guerra Mundial atrasou os materiais e os relógios só começaram a funcionar em 22 de março de 1921.

Durante a ocupação japonesa ela foi pintada de cinza camuflagem e o sino se calou. Na fachada ainda se veem marcas dos combates de 1941.

2A estação que sumiu

Em 1975 os trens passaram para a nova estação de Hung Hom. O prédio da estação foi demolido apesar dos protestos, e só a torre se salvou. No lugar surgiram o Centro Cultural, o Museu do Espaço e o Museu de Arte. A torre é monumento desde 1990.

Desde 2021 o sino voltou a tocar a cada hora.

3O que observar

  • Os quatro relógios, um em cada face.
  • As marcas da guerra na parte de baixo da fachada.
  • A cúpula e o para-raios de sete metros que a coroam.

Documentado

A torre foi concluída em 1915 como parte da estação de Kowloon, os relógios funcionam desde 1921, a estação foi transferida em 1975 e a torre é monumento desde 1990.

Fontes e créditos

Antiquities and Monuments Office, «Former Kowloon-Canton Railway Clock Tower»; Leisure and Cultural Services Department, ficha da Torre do Relógio; Robert Phillips, «Kowloon-Canton Railway (British Section): A History» (1990).

Fotografias:

  • Torre do Relógio de Tsim Sha Tsui, de tijolo vermelho e granito, ao fundo de um espelho d'água ladeado por palmeiras: Mk2010, CC BY-SA 4.0.

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