Vista sobre os telhados de Alfama e o Tejo a partir das Portas do Sol
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O que fazer em Lisboa em 3 dias

  • 3 dias
  • 6,7 km a pé
  • 17 paradas
  • Audioguia

Três dias permitem conhecer Lisboa sem correr e sair dos circuitos de sempre. Cada dia traz um percurso e se completa com Belém, um mirante, o museu do azulejo, um mercado e uma grande coleção de arte. É o roteiro de quem quer sentar nas esplanadas, repetir o pastel de nata e deixar a cidade grudar nos pés.

Dia 1Centro, rio e Belém

Comece a manhã com “O melhor de Lisboa: da Baixa ao Chiado e de volta ao rio”, do Rossio pelo Elevador de Santa Justa e o Convento do Carmo até A Brasileira. No almoço, pastel de nata e trem ou elétrico até Belém. À tarde cabem os Jerónimos e a Torre de Belém com calma, sem correria, e depois um passeio no fim do dia à beira do Tejo antes de voltar ao centro.

  1. De manhã

    O melhor de Lisboa: da Baixa ao Chiado e de volta ao rio

    Misto · 2,6 km · 2 h 5 min

    1. RossioA praça dos lisboetas desde a Idade Média, com um chão de ondas que acabou viajando até o Rio de Janeiro.
    2. Elevador de Santa JustaUma torre de ferro rendado que desde 1902 sobe os lisboetas da Baixa ao Carmo, e que não foi projetada por Eiffel.
    3. Convento do Carmo e Largo do CarmoUma igreja gótica que o terremoto deixou sem teto e uma praça onde, em 1974, caiu uma ditadura.
    4. Miradouro de São Pedro de AlcântaraUm jardim em dois terraços com Lisboa inteira à frente: o castelo, a Baixa e as colinas do leste.
    5. Chiado e A BrasileiraO bairro dos poetas, onde Fernando Pessoa continua sentado à porta do seu café e onde nasceu a palavra «bica».
    6. Arco da Rua AugustaO arco triunfal que fecha a Lisboa reconstruída depois do terremoto e abre a cidade para o rio.

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  2. Almoço

    Prove Pastel de nata em Pastéis de Belém. Rua de Belém, 84-92

  3. À tarde

    Mosteiro dos Jerónimos

    Obra-prima do manuelino erguida em Belém, com um claustro de dois andares rendilhado na pedra e, na igreja, os túmulos de Vasco da Gama e de Camões. Chega-se de elétrico (o 15) ou de trem a partir do Cais do Sodré; convém reservar.

    Como chegar

    Torre de Belém

    Torre defensiva do século XVI à beira do Tejo, Patrimônio Mundial junto com os Jerónimos. Fica a uma caminhada junto ao rio do mosteiro. Se houver fila, vê-la por fora e passear à beira da água já vale: a escada interna é estreita.

    Como chegar

Dia 2A colina do castelo

Suba logo cedo por “De Olisipo ao terremoto: vinte séculos ladeira acima”, da Praça do Comércio ao Castelo de São Jorge, com a Sé e o teatro romano no caminho. Desça para almoçar um bacalhau à Brás na Baixa e, já à tarde, caminhe até o Miradouro da Graça para ver o castelo de frente, com os telhados a seus pés. Depois, um ônibus ou táxi leva ao Museu Nacional do Azulejo, que fecha a tarde com calma.

  1. De manhã

    De Olisipo ao terremoto: vinte séculos ladeira acima

    História · 1,7 km · 1 h 45 min

    1. Praça do ComércioAqui ficava o palácio dos reis, até que a manhã de 1º de novembro de 1755 o apagou do mapa.
    2. Casa dos BicosUm palácio eriçado de pontas de pedra, erguido com a fortuna da Índia e hoje vigiado por uma oliveira com as cinzas de Saramago.
    3. Sé de LisboaA catedral que o primeiro rei de Portugal ergueu depois de conquistar a cidade, com cara de fortaleza e marcas de vários terremotos.
    4. Teatro romanoDebaixo das casas de Alfama dormia um teatro dedicado a Nero de que ninguém se lembrava até 1798.
    5. Miradouro de Santa LuziaUma varanda sobre Alfama onde dois painéis de azulejos mostram a Lisboa que o terremoto engoliu.
    6. Castelo de São JorgeNo alto da colina, a fortaleza que foi alcáçova muçulmana, palácio de reis e palco da conquista de 1147.

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  2. Almoço

    Prove Bacalhau à Brás em Martinho da Arcada. Praça do Comércio, 3

  3. À tarde

    Miradouro da Graça

    Mirante com pinheiros e quiosque-café no alto da colina, bem em frente ao Castelo de São Jorge. É um dos melhores de Lisboa para ver os telhados da Baixa e o Tejo na luz da tarde. Fica a uma caminhada em subida do castelo.

    Como chegar

    Museu Nacional do Azulejo

    Instalado no antigo convento da Madre de Deus, conta a história do azulejo desde o século XV e guarda o Grande Panorama de Lisboa anterior ao terremoto. Fica a leste, longe do centro: vá de ônibus ou táxi e reserve mais de uma hora.

    Como chegar

Dia 3Mercado, arte e lendas

Comece no Mercado da Ribeira, no meio da manhã, e siga de metrô até o Museu Calouste Gulbenkian, com seu jardim. Tome uma ginjinha no Largo de São Domingos como aperitivo e almoce algo leve por perto, sem se afastar do Rossio, para não perder a tarde. No fim do dia, “Lisboa sombria: inquisidores, corvos e uma maldição” começa no Rossio, bem ali. Jante frutos do mar ou bife numa cervejaria: a Trindade tem azulejos e clima.

  1. De manhã

    Mercado da Ribeira

    Mercado de frutas, flores e peixe no Cais do Sodré desde 1882, com um grande salão de comida desde 2014. O melhor é ir no meio da manhã, quando as bancas ainda têm vida. Daqui até o rio e a Rua Augusta é um passeio curto.

    Como chegar

    Museu Calouste Gulbenkian

    Coleção reunida pelo magnata armênio Calouste Gulbenkian: arte egípcia, islâmica e europeia, além de joias de Lalique. Dá para ver em duas horas e há um jardim tranquilo para descansar. Vá de metrô até São Sebastião e confira o dia de fechamento.

    Como chegar
  2. Almoço

    Prove Ginjinha em A Ginjinha. Largo de São Domingos, 8

  3. Ao entardecer

    Lisboa sombria: inquisidores, corvos e uma maldição

    Mistérios e lendas · 2,4 km · 1 h 50 min

    1. Rossio e o palácio da InquisiçãoOnde hoje se ergue um teatro funcionou, por mais de dois séculos, o tribunal mais temido de Portugal.
    2. Igreja de São DomingosUma igreja de colunas rachadas pelo fogo, onde em 1506 começou o pior massacre da história de Lisboa.
    3. Igreja de Santo AntônioSegundo a tradição, aqui nasceu o santo mais querido de Lisboa, o que acha objetos perdidos e arruma casamento.
    4. Sé de Lisboa e os corvos de São VicenteUm barco, dois corvos e as relíquias de um mártir: a lenda que virou o brasão de Lisboa.
    5. Igreja de Santa Engrácia (Panteão Nacional)A igreja que levou 284 anos para ficar pronta e a maldição de um jovem condenado que, segundo se conta, previu tudo.

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  4. Jantar

    Prove Frutos do mar e bife de cervejaria em Cervejaria Trindade. Rua Nova da Trindade, 20C

O mapa

Lisboa em 3 dias, no mapa

As paradas de cada roteiro estão numeradas em ordem; as estrelas são as visitas extras.

Misto História Mistérios e lendas Visita extra

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Antes de ir

Dicas para conhecer Lisboa em 3 dias

  • A rota de história e a subida ao castelo são o dia mais puxado: coloque-o no meio da viagem, quando as pernas já estão acostumadas, e deixe o mercado e os museus para o terceiro.
  • Um cartão recarregável de transporte vale para o elétrico, o metrô, os ônibus e o trem para Belém, e compensa mais do que comprar cada bilhete avulso.
  • Reserve os Jerónimos com antecedência, quando possível, e confira o fechamento semanal de cada museu: segunda e terça costumam fechar os mais visitados.

Dúvidas

Perguntas sobre Lisboa em 3 dias

Três dias é demais para Lisboa?

Não: é o tempo certo para fazer os três percursos, Belém e um par de museus sem correria. Se sobrar tempo, o quarto dia é de Sintra, pertinho de trem, mas esse passeio convém separar deste roteiro.

Quantos quilômetros se caminha em três dias?

Os percursos somam cerca de 6,7 km: 2,6 no primeiro dia, 1,7 no segundo e 2,4 no terceiro. Somando Belém, os mirantes, o mercado e o museu, conte de 7 a 10 km por dia, com ladeiras, então o ritmo é tranquilo.

Qual museu escolher se só der para entrar em um?

Depende do que você procura. O Museu Nacional do Azulejo é o mais lisboeta e o mais ligado aos nossos percursos; os Jerónimos são imperdíveis pelo manuelino; e o Gulbenkian é o melhor para quem quer arte antiga e uma visita calma.